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[Arquivo 001] O registro é um ato de sobrevivência ou apenas uma corrida vã contra o tempo?

3 de abr.
2 min de leitura

Atualizado: 22 de abr.

SSempre houve uma urgência em mim. Desde menino, quando as palavras saíam desajeitadas em contos e poemas soltos, eu já sentia que registrar era a única forma de não deixar o tempo diluir quem eu sou. Mas a vida, essa estrada complexa que separa o mar do asfalto, exigiu mais do que rimas: ela exigiu movimento.

Hoje, aos 33 anos, sou o resultado de uma equação que parece não fechar. Carrego a ancestralidade no tom da minha pele e na cadência do Samba, que me ensina a malandragem sutil de observar antes de agir. Mas também pulso no ritmo acelerado do Trap, na urgência de construir legado, de dominar a tecnologia e decifrar os KPIs do marketing que sustentam o jogo.

Nesse caos, onde muitos veem apenas velocidade, aprendi a buscar a pausa. E é sobre essa pausa que este projeto nasce.

Os Arquivos do Capitão não são um manual técnico, nem um diário puramente poético. São o registro de quando eu consigo, finalmente, parar o tempo. Aqui, você encontrará curadorias que vêm desse olhar treinado na observação: seja uma estrada de terra para apreciar o pôr do sol, o ângulo exato de uma escultura em uma galeria ou o balcão de um bar onde a piada é boa e a cerveja é gelada.

Vou falar de moda como quem entende de corte e ancestralidade, e de marketing como quem sabe que, no fim, tudo é sobre conexão humana. É a minha visão de mundo, fragmentada e autêntica.

Então, pegue seu café (eu sempre paro tudo para apreciar um bom café) e ajuste o fone de ouvido. A jornada começou. A pausa acabou, o movimento continua. Suba a bordo e ancore sua atenção por aqui. O Capitão assume o leme: a jornada é nossa.

Você está pronto para embarcar nessa viagem?

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